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Câmara aprova quebra de sigilo para devedores de pensão

Projeto de lei complementar avança na Câmara para fiscalizar capacidade financeira de quem deve pensão alimentícia.

Câmara aprova quebra de sigilo para devedores de pensão

A ocultação de rendimentos por parte de devedores de pensão alimentícia pode enfrentar um cerco mais rigoroso no país caso o Congresso Nacional dê andamento a uma nova proposta legislativa que já movimenta os debates em Brasília. O tema central envolve o acesso a dados protegidos para assegurar os direitos de crianças e adolescentes.

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei Complementar 69/25, que permite a quebra dos sigilos bancário e fiscal de pessoas que devem pensão alimentícia. A relatora, deputada Laura Carneiro (PSD-RJ), recomendou a aprovação do texto após ajuste na redação. A medida valerá sempre que for necessária para verificar a real capacidade financeira do alimentante em prestar alimentos a filhos. O projeto foi apresentado originalmente pelo deputado Célio Studart (PSD-CE).

Imagem ilustrativa: Câmara aprova quebra de sigilo para devedores de pensão
Imagem ilustrativa

De acordo com a relatora Laura Carneiro, a ocultação de ganhos financeiros afeta diretamente o núcleo do dever de sustento. Segundo ela, a prática atinge a dignidade da pessoa humana em sua manifestação mais sensível, que envolve a sobrevivência e o desenvolvimento da criança. A parlamentar ressaltou que os sigilos bancário e fiscal não são direitos absolutos e podem ser relativizados por decisão judicial fundamentada para proteger a alimentação dos menores.

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A proposta altera a Lei Complementar 105/01, que disciplina o sigilo de operações em instituições financeiras e as hipóteses de quebra do segredo por determinação da Justiça. Para a relatora, o novo texto acompanha a jurisprudência já consolidada do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que prevê o acesso a informações bancárias e fiscais quando não houver outros meios de verificar a real situação econômica do devedor.

Antes de poder virar lei, o projeto ainda precisa passar por outras etapas no Legislativo. O texto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e, posteriormente, encaminhado ao Plenário. Para concluir o processo e entrar em vigor, a proposta precisará ser aprovada tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado Federal.

Com informações de Agência Câmara de Notícias. Leia a matéria original.

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ℹ️ Esta matéria foi elaborada pelo TrickNet News 24/7 com o auxílio de inteligência artificial, com base em notícia publicada por Agência Câmara de Notícias (link da matéria original no fim do texto). As imagens são ilustrativas.

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