Arquivistas do Senado lançam 11ª edição e preservam história do Brasil
Projeto Arquivo S divulga documentos centenários enquanto celebram o Dia do Arquivista
Em 20 de outubro, Dia do Arquivista, o Senado destaca a relevância dos profissionais que organizam, preservam e disponibilizam documentos que registram mais de dois séculos de história da instituição.
O Arquivo S, projeto multimídia mensal da Agência Senado em parceria com o Arquivo da Casa, publica na primeira sexta‑feira de cada mês reportagens que resgatam fatos marcantes a partir de registros, projetos de lei e discursos preservados no acervo. Desde 2014, um novo episódio surge a cada mês, reunido ao final de cada ano em volumes da coleção “Arquivo S – O Senado na História do Brasil”.

A produção do Arquivo S depende do trabalho dos arquivistas, responsáveis por classificar, organizar, avaliar e preservar os documentos utilizados. Essas atividades permitem verificar a autenticidade dos registros e garantir condições para que sejam consultados pelo público. Westin destaca a parceria com esses profissionais na pesquisa e na localização das documentações que dão origem aos conteúdos. — O papel dos arquivistas do Senado para o Arquivo S é importantíssimo. São eles que localizam os documentos originais para usarmos de fonte e reproduzirmos nas infomatérias. Sem o arquivo, esse trabalho não seria possível. O Arquivo do Senado reúne cerca de 43 mil caixas de documentos produzidos e recebidos nas atividades legislativas e administrativas da Casa. O acervo remonta a 1788 e inclui projetos de lei, atas, anais, discursos, fotografias e outros registros. Ao manter os registros organizados e acessíveis, os arquivistas preservam a memória institucional, o desenvolvimento de pesquisas e a transparência das ações públicas. Os documentos também podem servir de prova de decisões, tramitações e atos do poder público, contribuindo para a garantia de direitos. A importância dessa função acompanha a Casa desde sua origem. O Arquivo foi criado na primeira sessão ordinária do Senado do Império, em 1826, com a atribuição de guardar a documentação produzida. Desde então, é reconhecido como sua “memória viva”.
Entre as histórias recuperadas, o jornalista Ricardo Westin relembra o caso do senador do Império Bernardo Pereira de Vasconcelos, que em discurso de 1850 minimizou a chegada da febre amarela ao país. Meses depois, o parlamentar morreu da própria doença, fato pouco citado nos livros didáticos. Westin também relata que, durante a pandemia de covid‑19, a equipe produziu reportagem sobre quarentenas e epidemias de febre amarela, encontrando o mesmo discurso negando a doença antes de sua morte.

A trajetória de Alonso Carneiro Pestana de Aguiar ilustra a história da arquivologia no Brasil. Nascido em 1840, em Vila Araxá (MG), foi nomeado amanuense do Senado em 1864, função que incluía copista, escrevente ou secretário. Mais tarde, assumiu a responsabilidade pelo arquivo da instituição, tornando‑se o primeiro “official archivista” da então Câmara dos Senadores.
Na próxima semana, será lançada a 11ª edição da coleção, que reúne as reportagens publicadas ao longo do último ano. Os dez volumes já disponíveis podem ser adquiridos a preço de custo na Livraria do Senado ou baixados gratuitamente pela Biblioteca do Senado, ampliando o acesso ao patrimônio documental.
Com informações de Agência Senado. Leia a matéria original.


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