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Lei do Combustível do Futuro atrai R$ 200 bi em investimentos e ganha força na Câmara

Em seminário na Câmara dos Deputados, autoridades e setor produtivo destacam expansão do SAF, biometano e diesel verde para garantir soberania energética.

Lei do Combustível do Futuro atrai R$ 200 bi em investimentos e ganha força na Câmara

Até que ponto o Brasil conseguirá liderar a corrida global pela transição energética e garantir sua própria soberania diante das crescentes oscilações do mercado internacional de petróleo?

A dependência histórica dos combustíveis fósseis e a necessidade imperativa de reduzir as emissões de carbono colocam os países sob pressão constante. No cenário global atual, o encarecimento das fontes tradicionais de energia impõe desafios diretos ao transporte de cargas e passageiros, exigindo alternativas viáveis, sustentáveis e capazes de manter a competitividade econômica sem comprometer o abastecimento nacional.

Diante desse dilema estratégico, a Câmara dos Deputados sediou na última quarta-feira (2 de setembro) um seminário promovido pela Comissão Especial sobre Transição Energética para debater a implementação e os desafios da Lei do Combustível do Futuro. O evento reuniu autoridades governamentais, parlamentares e representantes do setor produtivo para fazer um balanço do marco legal originado do Projeto de Lei 528/20, que completa dois anos em outubro de 2026.

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A consolidação do marco legal já se reflete em números expressivos para a economia nacional. Estimativas do Monitor Energia do Futuro indicam que a legislação impulsionou cerca de R$ 200 bilhões em investimentos já aplicados ou em fase de planejamento no Brasil. O volume abrange desde a ampliação da mistura de etanol na gasolina e de biodiesel no diesel até projetos pioneiros de biometano, diesel verde e combustível sustentável de aviação (SAF). Durante o seminário na Câmara dos Deputados, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou projetos estratégicos impulsionados pelas novas regras, exemplificando com as operações da multinacional Acelen, que assinou contrato para o plantio de 180 mil hectares de macaúba no norte de Minas Gerais e no Recôncavo Baiano voltados ao biorrefino em Mataripe. Além do ganho produtivo, a transição para biocombustíveis ganha apelo geopolítico diante das oscilações do mercado de petróleo. O deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), relator da proposta na Câmara, ressaltou que instabilidades internacionais, como os conflitos no Estreito de Ormuz, elevam a cotação dos combustíveis fósseis e reforçam a urgência de o país investir em sua própria capacidade de produção limpa.

Os desdobramentos da legislação alcançam diversos segmentos da indústria e da regulação. A presidente da Associação Brasileira do Biogás e do Biometano (Abiogás), Josiani Napolitano, apresentou dados sobre o potencial do setor em transformar resíduos orgânicos e passivos ambientais em fontes limpas de energia. Por sua vez, o diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Artur Watt Neto, ressaltou a necessidade de aperfeiçoar a fiscalização e a regulação inteligente, apontando a importância de medidas de combate a fraudes e sonegação fiscal para garantir segurança jurídica às empresas investidoras.

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Para os próximos anos, a expectativa do mercado é que o avanço das regulamentações consolide novas fases de mistura compulsória e atraia novas plantas industriais de biorrefino para o território nacional. A integração entre o agronegócio e a indústria de energia renovável promete não apenas substituir gradualmente o consumo de derivados de petróleo, mas também posicionar o país como fornecedor internacional de combustíveis de baixa pegada de carbono.

Retomando a questão sobre a liderança e soberania energética do país, os

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ℹ️ Esta matéria foi produzida com o auxílio de inteligência artificial, com busca de informações em tempo real, sob curadoria editorial do TrickNet News 24/7.

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