Defesa Civil libera R$21 mi para incêndios no Amazonas
Defesa Civil aprova mais de R$21 milhões para combater incêndios e seca, enquanto aulas permanecem suspensas em Manaus
Será que os recursos recém‑liberados serão suficientes para conter a onda de incêndios e a estiagem que assolam o Amazonas?

A Defesa Civil Nacional declarou estado de emergência em 46 municípios amazônicos e manteve suspensas as aulas presenciais na rede municipal de Manaus, capital com mais de 2,3 milhões de habitantes, por mais de dez dias. O governo estadual estendeu a suspensão até sexta‑feira, 23 de outubro, abrangendo também a rede estadual, a Universidade do Estado do Amazonas e a Universidade Federal do Amazonas.
O repasse total aprovado ultrapassa R$ 21 milhões, distribuídos em nove planos de trabalho. Das portarias, R$ 3,5 milhões foram destinados a Rio Preto da Eva, Nhamundá, Benjamin Constant e Amaturá, enquanto R$ 14 milhões já haviam sido encaminhados no sábado, 17 de outubro. Técnicos da Defesa Civil Nacional atuam no estado desde o dia 11.
Na sequência, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional ampliou a frota aérea de combate de 11 para 16 aeronaves, acrescentou dois navios e reforçou as equipes do Ibama, intensificando as ações contra a estiagem e os focos de incêndio no interior do Amazonas. O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental registrou, na manhã de terça‑feira, 20, qualidade do ar “muito ruim” em Manaus e Parintins, com índices até duas vezes superiores ao limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde. Outros municípios da região também apresentaram Índice de Qualidade do Ar acima da recomendação, evidenciando riscos à saúde da população. A situação de emergência abrange 46 municípios, e os recursos aprovados cobrem nove planos de trabalho que visam ações de prevenção, combate e assistência às áreas afetadas. Técnicos da Defesa Civil Nacional atuam no estado desde o dia 11, enquanto as portarias liberaram R$ 3,5 milhões para Rio Preto da Eva, Nhamundá, Benjamin Constant e Amaturá, e R$ 14 milhões já haviam sido encaminhados no sábado, 17 de outubro.

Com a ampliação da capacidade aérea e o aporte financeiro, as autoridades esperam conter a propagação das chamas e mitigar os efeitos da seca, embora a suspensão das aulas indique que a população ainda enfrenta dificuldades de mobilidade e saúde. O monitoramento da qualidade do ar continuará sendo essencial para orientar novas medidas de proteção.
Com informações de Radioagência Nacional (EBC). Leia a matéria original.


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