USP cria técnica simples que identifica agrotóxicos sacrificando menos abelhas
Método desenvolvido no IQSC-USP utiliza apenas três insetos e reduz o uso de reagentes químicos em 15 vezes.
Como proteger as abelhas, fundamentais para o equilíbrio ecológico e a agricultura global, sem ter que sacrificar centenas delas apenas para descobrir se foram envenenadas por defensivos agrícolas? A mortalidade massiva de polinizadores motivada pela exposição ao uso intensivo de pesticidas representa uma das maiores ameaças à biodiversidade e à segurança alimentar do planeta. No entanto, os métodos tradicionais de análise laboratorial exigem moer grandes quantidades de insetos para conseguir rastrear substâncias tóxicas, impondo um dilema ético e ambiental aos próprios pesquisadores e apicultores que tentam salvar as colmeias.
Diante desse impasse, pesquisadoras do Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo (IQSC-USP) desenvolveram uma nova técnica analítica mais simples, barata e significativamente menos agressiva ao meio ambiente. O método inovador permite mapear contaminações por agrotóxicos no tecido de abelhas,


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