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Desmatamento na Amazônia tem queda histórica e impulsiona fundo florestal global

Dados oficiais do INPE mostram recuo expressivo da destruição, mas seca extrema ameaça floresta.

Desmatamento na Amazônia tem queda histórica e impulsiona fundo florestal global

Os números oficiais divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) indicam que a taxa de alertas de desmatamento na Amazônia atingiu o menor nível da série histórica do sistema Deter, somando 2.874 km² entre agosto de 2025 e julho de 2026 — uma queda de 36,9% em relação ao ciclo anterior. No entanto, por trás do anúncio comemorado em coletiva pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, esconde-se um cenário complexo de pressões climáticas extremas e desafios operacionais no financiamento ambiental internacional.

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O resultado consolida a terceira redução consecutiva nos índices de destruição da floresta tropical e aponta também para uma queda de 7,8% na supressão vegetal do Cerrado, onde os alertas ficaram em 5.119 km². A desaceleração da derrubada é fruto da retomada de operações de fiscalização em campo coordenadas pelo Ibama e ICMBio, aliada ao bloqueio de crédito rural para propriedades irregulares e ao programa União com Municípios. Contudo, analistas ressaltam que o avanço das ações de comando e controle contrasta com uma vulnerabilidade crescente: a estiagem severa na Bacia Amazônica intensificada pelo fenômeno El Niño, que ameaça transformar áreas florestais degradadas em focos de incêndio descontrolados.

Os dados compilados pela plataforma TerraBrasilis mostram que a área sob alerta na Amazônia encolheu de 3.959 km² no período 2024-2025 para 2.874 km² no levantamento mais recente, registrando um índice 55,6% abaixo da média dos dez ciclos anteriores. Paralelamente às operações terrestres do Ibama, o Governo Federal acelerou as negociações para a implementação efetiva do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), mecanismo financeiro multinacional estruturado pelo Banco Mundial que prevê um capital de 125 bilhões de dólares para remunerar a preservação florestal em países em desenvolvimento. Apenas nos últimos meses, nações como Reino Unido, Noruega, França e Indonésia confirmaram aportes bilionários para a iniciativa. Segundo o diretor do INPE, Antonio Miguel Monteiro, a precisão do rastreamento por satélite permitiu agir antes da consolidação do solo exposto. Contudo, especialistas do setor ambiental alertam que a queda na supressão vegetal contrasta com a severa estiagem projetada para a bacia hidrográfica, onde a degradação prévia pode ampliar sensivelmente os riscos de queimadas de grandes proporções em áreas protegidas e terras indígenas.

O que está por trás dessa dinâmica é a corrida contra o tempo do próprio modelo econômico de conservação. Enquanto os índices de desmatamento bruto despencam, a degradação florestal provocada pelo estresse hídrico e por queimadas secundárias consome a resiliência biológica da vegetação. Negociadores diplomáticos do Itamaraty trabalham para garantir que os rendimentos do TFFF passem a pagar valores fixos por hectare mantido em pé no ciclo atual, mas a burocracia do fundo e divergências internacionais sobre regras de transparência criam atritos no fluxo desses investimentos.

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Quem ganha com a redução do desmatamento e a atração do fundo global são os ecossistemas tropicais, as comunidades ribeirinhas e os povos indígenas, que contam com uma reserva obrigatória de ao menos 20% dos rendimentos gerados pela nova ferramenta financeira. Por outro lado, redes ilegais ligadas à grilagem de terras e ao garimpo perdem terreno no bioma, embora tentem migrar suas operações para regiões transfronteiriças mais fragilizadas. O setor agroexportador brasileiro também se beneficia da queda dos índices, mitigando barreiras comerciais rigorosas impostas por mercados consumidores estrangeiros.

Nos próximos meses, a expectativa é que o Banco Mundial conclua a regulamentação final dos contratos fiduciários do TFFF, viabilizando as primeiras liquidações financeiras globais. Paralel

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ℹ️ Esta matéria foi produzida com o auxílio de inteligência artificial, com busca de informações em tempo real, sob curadoria editorial do TrickNet News 24/7.

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