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Aquecimento avança em área preservada da Amazônia e eleva temperatura em 3,2°C, diz estudo

Pesquisa publicada na Communications Earth & Environment revela alta de até 0,75°C por década no centro-norte do bioma.

Aquecimento avança em área preservada da Amazônia e eleva temperatura em 3,2°C, diz estudo

Mesmo nos locais mais preservados e distantes da interferência humana direta, transformações profundas e silenciosas estão ocorrendo no coração da floresta tropical. Durante muito tempo, acreditou-se que as regiões intocadas da Amazônia estivessem relativamente protegidas dos efeitos climáticos mais severos enfrentados pelas áreas onde a vegetação original foi suprimida. No entanto, uma extensa investigação científica internacional acaba de trazer a público uma descoberta perturbadora sobre a velocidade com que o clima está mudando no bioma.

Scientific weather station and sensor towers installed in the middle of a dense tropical forest.

Um estudo publicado na revista científica Communications Earth & Environment revelou que uma vasta área de mais de 700 mil quilômetros quadrados no centro-norte da Amazônia — extensão territorial equivalente à superfície inteira do Chile — sofreu um aquecimento de pelo menos 3,2°C nas temperaturas máximas durante a estação seca desde 1981. A pesquisa, que envolveu 53 cientistas de diversas instituições internacionais e brasileiras com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), aponta que nessa região a elevação térmica ocorreu a um ritmo de no mínimo 0,75°C por década, superando com folga o aquecimento médio anual de 0,2°C por década observado em todo o bioma.

Os dados compilados pela equipe de pesquisadores indicam que o clima da maior floresta tropical do mundo não está mudando de maneira homogênea. Enquanto o sul do bioma amazônico apresenta um aquecimento médio acelerado devido à substituição da cobertura vegetal nativa por pastagens e lavouras, é justamente no setor centro-norte, geograficamente distante do chamado arco do desmatamento, que o aumento das temperaturas extremas e o déficit hídrico progridem de forma mais acelerada. Essa constatação demonstra que as alterações no microclima local não podem ser atribuídas exclusivamente à destruição florestal direta em nível regional. Na verdade, a intensidade com que o calor e a seca avançam sobre áreas intocadas reflete a forte influência de vetores globais das mudanças climáticas, alimentados pela emissão contínua de gases de efeito estufa em todo o planeta. À medida que as temperaturas máximas da estação seca atingem picos inéditos, a vegetação preservada passa a enfrentar estresse hídrico severo, o que afeta a capacidade das árvores de absorver carbono e compromete o equilíbrio biológico do ecossistema.

Close-up of dried forest soil and wilting tropical foliage affected by severe drought.

A investigação utilizou dados de estações meteorológicas e medições de satélite cobrindo mais de quatro décadas de registros climáticos, além de cruzar dados obtidos em locais como a estação de pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), onde está instalado o experimento AmazonFACE, a cerca de 80 quilômetros ao norte de Manaus. Segundo as conclusões divulgadas no relatório, o déficit hídrico na estação seca no centro-norte amazônico registrou um agravamento expressivo, resultando em períodos mais longos sem precipitação adequada. Isso faz com que a umidade do solo desça a níveis críticos, elevando o risco de mortalidade de árvores de grande porte que sustentam a estrutura da canópia florestal.

Esse fenômeno gera consequências profundas para a estabilidade ambiental global. A Amazônia atua historicamente como um dos principais reguladores do clima do planeta, armazenando bilhões de toneladas de carbono e liberando volumes massivos de umidade na atmosfera através da evapotranspiração. Se mesmo os trechos mais contínuos e bem preservados da floresta perderem a capacidade de amortecer o calor devido ao aquecimento global generalizado, o risco de colapso de serviços ecossistêmicos essenciais aumenta significativamente. A quebra desse equilíbrio ecológico pode acelerar os processos de savanização em áreas centrais do bioma e comprometer o regime de chuvas em toda a América do Sul.

Em suma, os achados científicos publicados na Communications Earth & Environment comprovam que proteger os limites físicos da floresta contra o desmatamento, embora fundamental, já não é suficiente para isolar a Amazônia das transformações climáticas planetárias. O avanço acelerado do calor sobre áreas intocadas exige a intensificação de políticas internacionais de mitigação de emissões combinadas com o fortalecimento de estratégias de conservação de longo prazo. Como você avalia o impacto dessa aceleração do aquecimento global em áreas preservadas para o futuro da biodiversidade brasileira? Deixe sua opinião nos comentários e continue acompanhando o TrickNet News para mais reportagens exclusivas e análises aprofundadas sobre ciência e meio ambiente.

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ℹ️ Esta matéria foi produzida com o auxílio de inteligência artificial, com busca de informações em tempo real, sob curadoria editorial do TrickNet News 24/7.

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