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Aço chinês ameaça empregos e siderurgia nacional, alertam debatedores na Câmara

Audiência pública na Câmara denuncia triangulação via Mercosul e concorrência desleal na siderurgia brasileira.

Aço chinês ameaça empregos e siderurgia nacional, alertam debatedores na Câmara

A escalada na importação de aço chinês voltou ao centro dos debates no Congresso Nacional com alertas severos sobre o risco de desindustrialização, fechamento de postos de trabalho e concorrência desleal na siderurgia brasileira. Em audiência pública promovida pela Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados na terça-feira (1º), lideranças sindicais e empresariais denunciaram que produtos chineses continuam entrando no país a preços predatórios, burlando barreiras comerciais por meio de triangulações fiscais e rotas alternativas na América Latina.

A reunião foi convocada a pedido do deputado federal Max Lemos (União-RJ), que expressou profunda apreensão com o impacto desestruturante das importações sobre as metalúrgicas e sobre toda a cadeia produtiva nacional. O parlamentar destacou que o avanço desmedido do aço subdimensionado prejudica não apenas as usinas, mas reflete negativamente na construção civil, no setor automotivo e na indústria de máquinas. Segundo Lemos, o avanço da concorrência asiática ameaça a sustentabilidade financeira das indústrias instaladas no Brasil e amplia o risco de dependência externa em setores estratégicos.

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O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense, Odair Mariano da Silva, relatou durante o debate que o setor vive uma crise sem precedentes, fortemente agravada pelo fluxo de insumos siderúrgicos que chegam ao território nacional. De acordo com o líder sindical, embora o governo brasileiro mantenha regras contra a prática de dumping e sistemas de cotas para proteger o mercado interno, exportadores asiáticos utilizam brechas em acordos regionais para contornar as tarifas alfandegárias. "O aço entra pelos países do Mercosul para aproveitar o livre-comércio do bloco. Não há barreira nem fiscalização suficiente para conter essa entrada", afirmou Odair, ressaltando que o setor registrou cerca de 5 mil demissões ao longo do último ano. A avaliação de entidades representativas é de que as taxas aplicadas pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) sobre laminados planos a frio e aços revestidos se tornaram ineficazes diante da triangulação comercial. Além disso, a chegada de produtos finalizados elaborados com matéria-prima chinesa nos países vizinhos aumenta a pressão sobre os empregos locais.

A disparidade econômica do processo de produção também foi criticada por representantes patronais da indústria. Jairo Rodrigues da Silva Júnior, presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Sul Fluminense, apontou uma distorção grave na balança comercial do minério. "O Brasil exporta o minério de ferro bruto e o compra de volta industrializado, por um valor até 40% menor do que o produto nacional. É inconcebível o nosso minério voltar ao país mais barato do que o produzido pela indústria local", destacou. Segundo o líder industrial, os subsídios governamentais chineses e o menor custo de energia inviabilizam a competição justa.

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O impacto desse fenômeno atinge diretamente a arrecadação de municípios

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ℹ️ Esta matéria foi produzida com o auxílio de inteligência artificial, com busca de informações em tempo real, sob curadoria editorial do TrickNet News 24/7.

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