Julho de 2026 é marcado por decisões judiciais impactantes, novas legislações sociais e movimentos políticos que redefinem a corrida eleitoral.
O cenário político brasileiro em julho de 2026 é dinâmico, com o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional em destaque por decisões e aprovações que prometem repercutir em diversos setores da sociedade. No âmbito do Judiciário, o STF concluiu, nas últimas semanas do primeiro semestre, o julgamento conjunto das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7156 e 7236, que questionavam múltiplos dispositivos da Lei nº 8.429/1992, a Lei de Improbidade Administrativa, modificados pela Lei nº 14.230/2021.
Ainda no Supremo, sob a presidência interina do Ministro Edson Fachin durante o recesso, foram reconhecidos 16 novos temas de repercussão geral no primeiro semestre de 2026. Entre os destaques, a Corte vai definir os requisitos para o fornecimento judicial de produtos derivados de cannabis com registro sanitário, o direito de estudantes com deficiência a vagas em escolas próximas de casa, a aplicação de cotas em processos seletivos internos de universidades e a justa indenização em desapropriações de áreas ocupadas por famílias de baixa renda.
No Congresso Nacional, o Legislativo avançou em pautas de grande relevância social. Uma das aprovações mais significativas foi a alteração do Decreto-Lei nº 2.848 (Código Penal), da Lei nº 11.340 (Lei Maria da Penha), e do Decreto-Lei nº 3.689 (Código de Processo Penal) para aumentar o prazo decadencial do direito de queixa ou de representação em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. A Lei nº 15.437, de 18 de junho de 2026, também prevê a violência vicária entre as formas de violência doméstica e familiar, criando o tipo penal do vicaricídio e incluindo-o no rol dos crimes hediondos.
{{IMAGEM_1}}Outras medidas legislativas importantes aprovadas incluem a alteração do artigo 26 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996) para incluir a educação política e os direitos da cidadania como componente curricular obrigatório da educação básica. Além disso, foi aprovada a criação do Banco Nacional de Boas Práticas na Prevenção e no Combate à Violência contra a Mulher, reforçando o arcabouço legal para a proteção feminina no país. O Senado Federal também aprovou, em 15 de julho, o aumento de penas para crimes contra profissionais de saúde e educação.
Em um desdobramento de grande impacto político, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, negou, em 18 de julho, o pedido da defesa de Jair Bolsonaro (PL) para que o ex-presidente recebesse a visita do presidente da Argentina, Javier Milei. Milei planejava vir ao Brasil para um evento do PL no próximo sábado (25). A decisão de Moraes mantém as restrições a Bolsonaro, vetando contatos políticos até as eleições de outubro e a divulgação de novos manifestos, com a suspensão de visitas de familiares por 30 dias, permitindo apenas advogados, médicos e fisioterapeutas em sua residência em Brasília.
{{IMAGEM_2}}A recusa de Moraes soma-se a um cenário eleitoral já aquecido, onde movimentos judiciais e legislativos se entrelaçam com a corrida política. A imprensa mundial, inclusive, avaliou que o “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos, que tem sido alvo de cautela por parte do governo brasileiro, pode ser visto como um “presente eleitoral” ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com análises destacando a possível interferência política de Donald Trump no processo eleitoral brasileiro. Este intrincado jogo de poder e legislação promete manter a atenção voltada para Brasília nas próximas semanas.

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