Queda Histórica: Amazônia Registra Menor Desmatamento em Oito Anos
Dados do Imazon revelam redução de 76% em relação a 2022 e mais de 80% de áreas protegidas com desmatamento zero no primeiro semestre de 2026.
A Amazônia brasileira alcançou um marco histórico no primeiro semestre de 2026, registrando o menor índice de desmatamento para o período nos últimos oito anos. Os dados, divulgados pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) em 24 de julho de 2026, apontam uma redução significativa da devastação florestal, resultado de esforços contínuos de fiscalização e conservação na região.
Entre janeiro e junho deste ano, a Amazônia Legal teve 1.145 km² de floresta derrubada, o que representa uma queda de 10% em comparação com o mesmo período de 2025. A redução é ainda mais expressiva quando se compara com 2022, ano que registrou o recorde de desmatamento desde o início do monitoramento do Imazon em 2008, com uma queda de 76%.
Um dos destaques do levantamento é a performance das áreas protegidas. Mais de 80% desses territórios, que incluem 330 terras indígenas e 258 unidades de conservação, não registraram qualquer desmatamento no primeiro semestre de 2026. Ao todo, 588 áreas encerraram o período com desmatamento zero, contribuindo significativamente para a redução geral.
A degradação florestal, causada por exploração madeireira e queimadas, também apresentou uma queda notável, despencando 86% no acumulado de janeiro a junho de 2026. O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, celebrou a redução em maio de 2026, destacando que, historicamente, o desmatamento costuma aumentar nesse mês devido ao início da estação seca na Amazônia.
Apesar do cenário otimista na maior parte do bioma, alguns pontos de atenção persistem. Os estados de Roraima e Maranhão registraram aumento no desmatamento entre agosto de 2025 e junho de 2026, com altas de 25% e 20%, respectivamente. A Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, no Pará, foi um destaque negativo, respondendo por quase metade do desmatamento em todas as áreas protegidas, com 47,85 km² devastados de janeiro a junho.
Larissa Amorim, coordenadora do Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon, enfatiza a necessidade de manter e intensificar os esforços. “Precisamos seguir nessa redução até atingirmos a meta de desmatamento zero para 2030”, afirmou. A continuidade das políticas de combate e fiscalização é crucial para consolidar essa tendência positiva e proteger a biodiversidade amazônica.
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