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Brasil: Desmatamento na Amazônia cai, El Niño preocupa e ciência marinha avança

Relatórios recentes apontam redução histórica no desmatamento amazônico, enquanto o país se prepara para impactos do El Niño e cientistas desvendam segredos do oceano.

Brasil: Desmatamento na Amazônia cai, El Niño preocupa e ciência marinha avança

O Brasil registra avanços significativos na luta contra o desmatamento na Amazônia, com dados recentes indicando uma queda expressiva nos primeiros meses de 2026. Segundo o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), o primeiro trimestre do ano fechou com uma redução de 17% na derrubada da floresta, passando de 419 km² em 2025 para 348 km² neste ano. A tendência positiva se acentuou em maio, quando o desmatamento na Amazônia Legal caiu 61,4% em relação ao mesmo mês de 2025, a maior redução percentual já registrada para o período, totalizando 370 km² de supressão vegetal, conforme dados do Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Essa performance levou a Amazônia a encerrar o primeiro semestre de 2026 com o menor desmatamento para o período em uma década, segundo levantamento do Inpe divulgado em junho. O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, destacou em 11 de junho que a redução em maio é um marco histórico, especialmente por ser o início da estação seca na região. O governo federal tem intensificado as ações de fiscalização e monitoramento, utilizando tecnologia de satélites e inteligência para embargar propriedades irregulares de forma remota, com operações de campo executadas em conjunto pelo Ibama, ICMBio e Polícia Federal, visando zerar o desmatamento ilegal até 2030.

A satellite image or a drone shot showing a clear distinction between a healthy, dense forest and an area recently recovered from deforestation, with new vegetation growing.

Contudo, o cenário ambiental brasileiro permanece desafiador diante das mudanças climáticas. As projeções para 2026 indicam uma intensificação de extremos e contrastes regionais, com calor persistente e chuvas cada vez mais irregulares. A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) apontou, em maio de 2026, uma alta probabilidade de formação do fenômeno El Niño, que pode se estender até o segundo semestre de 2027. Os impactos esperados incluem redução de chuvas e temperaturas elevadas nas regiões Norte, Nordeste e partes do Centro-Oeste, aumentando a vulnerabilidade a secas e queimadas, enquanto o Sul pode enfrentar chuvas mais intensas e concentradas.

Em resposta a esses desafios, o Ministério da Saúde tem implementado medidas de adaptação, como a criação de oito Centros Integrados de Saúde e Clima e a implantação do Painel Nacional de Excesso de Calor, que emitirá alertas com até cinco dias de antecedência sobre riscos associados às altas temperaturas. A Força Nacional do SUS também será ampliada para acelerar o atendimento em desastres. No Senado, o senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) defendeu, em 21 de julho, a urgência de uma política de gestão de riscos proativa, visando prevenir e reduzir os desastres ambientais antes que ocorram, em vez de apenas reagir a eles.

A split image or composite showing contrasting weather events: one side with intense rainfall and flooding, the other with dry, cracked earth under a scorching sun, symbolizing climate extremes.

No campo da energia, o Brasil mantém sua posição de destaque na transição energética global. O Balanço Energético Nacional (BEN) de 2025, que reflete dados de 2024, revela que 88,2% da eletricidade brasileira provém de fontes renováveis, com a geração solar fotovoltaica crescendo 39,6% e a eólica 12,4% no último ano. Apesar do avanço, a operação de uma matriz com alta participação de fontes intermitentes apresenta desafios, como evidenciado pelo maior leilão de usinas termelétricas da história do país, realizado em março de 2026, buscando garantir a segurança energética. Uma pesquisa Ipsos-Ipec de fevereiro de 2026 mostrou que 93% dos brasileiros consideram importante ampliar o uso de fontes renováveis, mas 78% não querem pagar mais caro na conta de energia.

No âmbito da ciência, uma descoberta recente promete revolucionar o monitoramento ambiental marinho. Pesquisadores publicaram, em 23 de julho de 2026, o maior catálogo genético de microrganismos marinhos, identificando-os como potenciais "biossensores ambientais". O estudo, liderado em parte por Pedro Meirelles, professor do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia e apoiado pelo Instituto Serrapilheira, combinou metodologias avançadas de sequenciamento para reunir 5.283 genomas de bactérias e arqueias, 20 de microalgas unicelulares e 808.585 virais, incluindo um grupo até então desconhecido de vírus marinhos. Essa pesquisa abre novas perspectivas para monitorar a recuperação de recifes de coral, após eventos como o branqueamento, e para a bioprospecção de enzimas e genes com potencial para biocombustíveis.

ℹ️ Esta matéria foi produzida com o auxílio de inteligência artificial, com busca de informações em tempo real, sob curadoria editorial do TrickNet News 24/7.

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