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Trabalho por aplicativo atinge 2 milhões de brasileiros, revela IBGE

Pesquisa do IBGE aponta salto de 36,8% na categoria e acende alerta para a informalidade urbana

Trabalho por aplicativo atinge 2 milhões de brasileiros, revela IBGE

Se você utiliza serviços de transporte privado por aplicativo ou faz pedidos de refeição em plataformas digitais no seu dia a dia, existe uma transformação social e econômica recente trazida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que você precisa conhecer. Divulgados na última sexta-feira (4), os novos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) revelam que o trabalho mediado por aplicativos de serviços alcançou a marca de 1,959 milhão de brasileiros. Esse contingente representa 1,9% de toda a população ocupada no país, consolidando uma mudança profunda no comportamento social, na rotina do trabalho e nas relações de consumo das cidades brasileiras.

O retrato do mercado de trabalho mudou drasticamente nos últimos anos, com a informalidade mediada pela tecnologia ganhando traços permanentes. O analista do IBGE, Gustavo Geaquinto Fontes, destacou que o número de pessoas que têm nas plataformas a sua ocupação principal saltou de 1,3 milhão em 2022 para 1,8 milhão em 2025, configurando uma alta expressiva de 36,8% em apenas três anos. Se somados aos 182 mil profissionais que recorrem aos aplicativos como atividade secundária para complementar a renda familiar, a categoria se firma como uma das principais fontes de trabalho e renda no cenário nacional.

A delivery driver wearing a high-visibility jacket with a delivery backpack riding a scooter through city streets

Segundo os dados detalhados divulgados pela equipe de pesquisas do IBGE, o transporte particular de passageiros lidera com folga a ocupação na categoria, concentrando 1,1 milhão de motoristas vinculados a aplicativos como Uber e 99, o que equivale a 53,9% de toda a mão de obra plataformizada no país. Logo em seguida surgem os entregadores de refeições e mercadorias, atendendo empresas como iFood, Rappi e Zé Delivery, somando 585 mil pessoas, ou 29,9% do total. O levantamento também mapeou 313 mil profissionais (16%) atuando em serviços gerais e prestação de consultorias especializadas. O perfil demográfico da categoria revela forte predominância masculina, composta por 84,4% de homens, e expressiva concentração jovem, com 47% dos trabalhadores situados na faixa etária entre 25 e 39 anos. No entanto, o estudo evidencia desafios estruturais severos em relação à proteção social: esses profissionais cumprem jornadas semanais consideravelmente mais extensas do que os trabalhadores do setor privado tradicional e apresentam taxas significativamente menores de contribuição para a Previdência Social, expondo a fragilidade de suas garantias trabalhistas no longo prazo.

Essa reconfiguração do trabalho atinge diretamente milhões de lares e altera o ritmo cotidiano dos grandes centros urbanos. De um lado, estão os trabalhadores plataformizados que dependem dessas plataformas digitais para sustentar suas famílias diante de exigências formais de emprego muitas vezes restritivas. Do outro lado, estão os milhões de consumidores que moldaram seus hábitos diários com foco na praticidade, dependendo do transporte privado em tempo real e da entrega sob demanda como partes centrais de seu estilo de vida.

A smartphone displaying a digital service app in front of a busy metropolitan street with pedestrians and vehicles

A expansão acelerada desse modelo expõe o dilema contemporâneo entre a busca por flexibilidade de horários e a precarização das condições de trabalho. Ao mesmo tempo em que os aplicativos oferecem oportunidade rápida de geração de renda para quem está fora do mercado com carteira assinada, as extensas jornadas de trânsito e a falta de amparo previdenciário trazem questionamentos profundos sobre a sustentabilidade da seguridade social e a atuação do poder público perante o avanço da economia digital.

Daqui para frente, será fundamental observar os desdobramentos das propostas de regulamentação do trabalho por aplicativo em debate no Congresso Nacional e no Ministério do Trabalho. O equilíbrio entre garantir direitos básicos aos motoristas e entregadores sem inviabilizar a eficiência e o custo dos serviços continuará no centro das atenções econômicas e políticas. Continue acompanhando o TrickNet News para ficar por dentro desta e de outras matérias que transformam o cotidiano e a sociedade brasileira.

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ℹ️ Esta matéria foi produzida com o auxílio de inteligência artificial, com busca de informações em tempo real, sob curadoria editorial do TrickNet News 24/7.

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