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Projeto na Câmara proíbe narradores de divulgar cotações de apostas ao vivo

Proposta de lei veta palpites de comentaristas nas transmissões esportivas e exige consultores certificados pelo Ministério da Fazenda.

Projeto na Câmara proíbe narradores de divulgar cotações de apostas ao vivo

Quem acompanha uma partida de futebol pelo rádio, televisão ou streaming já se habituou a ouvir narrações intercaladas por cotações de apostas e prognósticos sobre o resultado do jogo. Contudo, essa mistura rotineira entre jornalismo esportivo e propaganda comercial de casas de apostas pode estar com os dias contados nas transmissões brasileiras.

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 3265/26, que proíbe expressamente narradores, comentaristas, repórteres e entrevistados de mencionar odds (cotações) e palpites durante as coberturas esportivas ao vivo. Apresentada pela deputada federal Camila Jara (PT-MS), a proposta abrange transmissões em televisão aberta e fechada, rádio, plataformas digitais de vídeo e serviços de streaming, alcançando as fases de pré-jogo, intervalos e pós-jogo.

A sports narrator in a radio studio wearing headphones and speaking into a microphone in front of audio mixing equipment.

Pelo texto em tramitação na Câmara dos Deputados, fica vedado aos profissionais de imprensa esportiva utilizar expressões que associem a performance de atletas ou o placar final de uma partida a ganhos ou perdas financeiras em jogos de azar, eliminando termos como favorito das apostas durante o relato ao vivo. Segundo a deputada federal Camila Jara (PT-MS), autora da proposta, o objetivo central não é banir a atividade das casas de apostas, mas sim proteger o consumidor e preservar a integridade do jornalismo esportivo. A parlamentar argumenta que o torcedor tem o direito de acompanhar a partida sem ser submetido, a cada lance, a uma estratégia ostensiva de indução ao jogo compulsivo. Para permitir a divulgação comercial sem comprometer a imparcialidade do relato esportivo, o projeto prevê uma exceção: as informações sobre cotações só poderão ser apresentadas por um consultor de apostas certificado, conhecido no mercado como tipster esportivo, que não poderá exercer simultaneamente a função de locutor, comentarista ou repórter de campo durante a transmissão. A medida busca criar uma barreira clara entre a narração imparcial do evento e a propaganda de empresas do setor financeiro e de apostas.

Para atuar nas transmissões, o consultor esportivo precisará obter uma certificação específica emitida pelo Ministério da Fazenda, com validade de dois anos. O processo de habilitação exigirá comprovação de conhecimentos em probabilidades, gestão de riscos e proteção ao apostador, além de treinamento em prevenção ao jogo patológico e ausência de antecedentes criminais relacionados a fraudes ou manipulação de resultados esportivos. Além disso, o profissional terá a obrigação ética de esclarecer a vantagem matemática da banca, atuar com boa-fé e jamais prometer retornos financeiros garantidos.

A smartphone displaying a sports betting application next to a television screen showing a live football match.

A proposta também impõe deveres rígidos às empresas de comunicação e aos veículos de mídia. Durante a participação do especialista certificado, a emissora deverá exibir alertas visuais e sonoros contínuos, informando o caráter estritamente publicitário do conteúdo e alertando para os riscos do vício e de perdas patrimoniais. As empresas que descumprirem as regras estarão sujeitas a penalidades severas, com multas administrativas que variam de R$ 50 mil a R$ 10 milhões, além da suspensão temporária dos contratos publicitários com o setor de apostas de quota fixa.

A iniciativa ganha relevância em um cenário de debate nacional sobre o impacto social e psicológico do crescimento das chamadas "bets" na economia popular e na saúde pública. Ao estabelecer limites para a atuação de comunicadores esportivos e desvincular a emoção do torcedor do apelo financeiro imediato, o projeto visa conter o avanço do jogo compulsivo sem inviabilizar os patrocínios comerciais que sustentam as transmissões das principais competições do país.

Atualmente em análise na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 3265/26 passará pelas comissões temáticas da Casa, incluindo Defesa do Consumidor, Comunicação e Constituição e Justiça. E você, o que acha da proibição de cotações de apostas durante as narrações esportivas? Deixe sua opinião nos comentários e continue acompanhando o TrickNet News para ficar por dentro das principais decisões que impactam o esporte e o país.

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ℹ️ Esta matéria foi produzida com o auxílio de inteligência artificial, com busca de informações em tempo real, sob curadoria editorial do TrickNet News 24/7.

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