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Câmara Avança em Projeto para Incluir Coletores Menstruais em Programa de Dignidade

Proposta busca ampliar acesso a itens reutilizáveis e fortalecer autonomia de pessoas que menstruam.

Câmara Avança em Projeto para Incluir Coletores Menstruais em Programa de Dignidade

A dignidade menstrual no Brasil está prestes a dar um passo adiante, mas será que a inclusão de coletores menstruais em programas de saúde pública é a chave para combater a pobreza menstrual de forma integral e sustentável?

A falta de acesso a produtos de higiene menstrual adequados, infraestrutura sanitária e informações impacta milhões de pessoas no Brasil. Dados do UNICEF e UNFPA revelam que mais de 713 mil meninas vivem em domicílios sem banheiro e mais de 632 mil não têm acesso a um banheiro de uso comum. Nas escolas, a situação é igualmente alarmante: 1,24 milhão de meninas, o equivalente a 11,6% do total de alunas, não dispõem de papel higiênico nos banheiros, sendo 66% delas pretas. Essa realidade não apenas afeta a saúde física, mas também a autoestima, a saúde mental e a permanência escolar, com 15,3% das adolescentes de 13 a 17 anos faltando à escola por falta de absorventes ou itens de cuidado menstrual, percentual que sobe para 16,9% em escolas públicas.

Nesse cenário, a Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 3322/26, que propõe a inclusão de coletores menstruais e outros insumos reutilizáveis no Programa de Proteção e Promoção da Saúde Menstrual. A proposta, de autoria da deputada Ana Paula Lima (PT-SC), visa expandir as opções de higiene oferecidas gratuitamente, que atualmente se restringem a absorventes descartáveis para estudantes, pessoas em situação de rua e mulheres presas, conforme a Lei 14.214/21.

A group of young women and teenagers attending an educational workshop on menstrual health, with a diverse group of participants.

A justificativa da deputada Ana Paula Lima para o PL 3322/26 ressalta que o coletor menstrual deve ser visto não apenas como um item de higiene, mas como um instrumento crucial para a promoção da autonomia, do autocuidado, da permanência escolar, da inclusão social e da justiça ambiental. Esta visão alinha-se à compreensão de que a dignidade menstrual vai além da simples distribuição de produtos, exigindo uma abordagem que contemple a educação, a desmistificação da menstruação e a garantia de infraestrutura adequada. O Programa Dignidade Menstrual, instituído em março de 2023 pelo Decreto nº 11.432, já beneficiou 2,1 milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade ou baixa renda em todo o Brasil em seu primeiro ano de execução, distribuindo 240,3 milhões de absorventes com um investimento de R$ 119,7 milhões do Ministério da Saúde. No entanto, a incorporação de produtos reutilizáveis como os coletores pode oferecer uma solução mais duradoura e ecologicamente consciente, além de empoderar as usuárias com maior controle sobre sua própria saúde menstrual. A discussão em torno do PL 3322/26 é um reflexo da crescente conscientização sobre a pobreza menstrual e a busca por políticas públicas que não apenas mitiguem seus efeitos imediatos, mas que também promovam mudanças estruturais e culturais profundas. É um passo importante para que a menstruação deixe de ser um tabu e um fator de exclusão, tornando-se uma experiência vivida com dignidade e segurança por todas as pessoas que menstruam no país.

Infographic showing the environmental benefits of reusable menstrual products compared to disposable ones, with icons representing waste reduction and sustainability.

Os impactos potenciais dessa medida são múltiplos. Além de prevenir doenças e infecções causadas pelo uso de materiais inadequados – como miolo de pão, jornal ou panos velhos – o que é uma prática comum em situações de pobreza menstrual, a oferta de coletores menstruais pode reduzir significativamente a evasão escolar. Ao proporcionar uma alternativa sustentável, a proposta também contribui para a justiça ambiental, diminuindo a geração de resíduos. Contudo, especialistas e ativistas, como o UNICEF, alertam que combater a pobreza menstrual exige mais do que apenas a doação de produtos; é fundamental transformar a maneira como a sociedade encara a menstruação, garantindo também acesso à água, saneamento e higiene, e promovendo mudanças culturais para enfrentar tabus e estigmas.

O Projeto de Lei 3322/26 está atualmente em análise em caráter conclusivo pelas comissões de Saúde; de Defesa dos Direitos da Mulher; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que se torne lei, a proposta ainda precisa ser aprovada tanto pela Câmara quanto pelo Senado. A tramitação do projeto demonstra um esforço contínuo do legislativo em aprimorar as políticas de dignidade menstrual no país, mas o desafio de garantir que todas as pessoas que menstruam tenham acesso a condições adequadas de higiene e informação ainda é grande.

A inclusão dos coletores menstruais é um avanço promissor, mas a jornada rumo à dignidade menstrual plena é complexa e exige um compromisso contínuo com a saúde pública, a educação e a equidade social. O TrickNet News 24/7 continuará acompanhando de perto os desdobramentos dessa importante pauta no Congresso Nacional.

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ℹ️ Esta matéria foi produzida com o auxílio de inteligência artificial, com busca de informações em tempo real, sob curadoria editorial do TrickNet News 24/7.

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