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Endividamento em Nível Recorde e Novas Batalhas na Defesa do Consumidor

Enquanto dívidas das famílias batem recorde, novas leis e ações de fiscalização buscam coibir abusos de telemarketing e fraudes online.

Endividamento em Nível Recorde e Novas Batalhas na Defesa do Consumidor

Será que o consumidor brasileiro está realmente protegido diante de um cenário econômico desafiador e da crescente sofisticação das práticas abusivas? A questão ganha urgência à medida que dados alarmantes sobre o endividamento das famílias se somam a novas frentes de batalha na defesa dos direitos dos cidadãos.

O Brasil enfrenta um momento crítico nas relações de consumo, marcado por um endividamento familiar que atingiu patamares históricos em 2026. Paralelamente, legisladores e órgãos de fiscalização intensificam esforços para blindar os consumidores contra assédio financeiro e as complexas armadilhas digitais que se multiplicam no comércio eletrônico.

Em um panorama que acende o alerta, o percentual de famílias brasileiras com algum tipo de dívida alcançou impressionantes 82% em julho de 2026, conforme a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Este é o sexto mês consecutivo de alta no indicador, representando um aumento de 3,5 pontos percentuais em relação a julho de 2025. O cartão de crédito continua sendo o principal fator de endividamento, respondendo por 85,3% dos casos, com famílias comprometendo em média 29,5% de sua renda com dívidas.

A person looking overwhelmed by multiple phone calls and messages from telemarketing, illustrating insistent marketing practices.

Diante deste cenário de vulnerabilidade, o governo e o Congresso Nacional têm agido em diversas frentes. A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, instaurou, em julho de 2026, processos administrativos sancionadores contra instituições financeiras como Crefisa, Ágil e Valor. O objetivo é apurar possíveis infrações às normas de proteção ao consumidor relacionadas à oferta de crédito, verificando se essas empresas cumprem os deveres de concessão responsável de crédito e prevenção do superendividamento, conforme a Lei nº 14.181/2021, conhecida como Lei do Superendividamento. A Senacon busca garantir que a capacidade de pagamento do consumidor seja adequadamente avaliada, evitando que o cidadão assuma dívidas incompatíveis com sua subsistência. Em agosto de 2026, a Senacon também abriu averiguações sobre a atuação do Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) e do Banco Agibank, após relatos de práticas em desacordo com as normas de proteção e defesa do consumidor, a partir de informações encaminhadas por órgãos do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC).

No legislativo, o Senado Federal aprovou, em maio de 2026, um projeto de lei de autoria da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) que proíbe instituições financeiras de realizarem abordagens insistentes de marketing a consumidores que não desejam receber ofertas de crédito e serviços. O PL 133/2024, que segue para a Câmara dos Deputados, prevê a criação de um cadastro nacional para que os consumidores possam se inscrever e impedir contatos indesejados por telefone, mensagens e aplicativos, com validade mínima de cinco anos. Em julho de 2026, a Comissão de Transparência e Defesa do Consumidor também aprovou um projeto da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA) que visa impedir contatos repetidos de telemarketing e cobrança por dívidas de terceiros, uma situação que frequentemente gera constrangimentos. O relator da proposta, senador Laércio Oliveira (PP-SE), destacou o caráter “pedagógico e dissuasório” da medida.

No ambiente digital, as fraudes no e-commerce representam uma ameaça crescente, com perdas estimadas em mais de R$ 8,1 bilhões para o mercado brasileiro em 2026. Para combater a pirataria e as falsificações, o Governo Federal prepara novas regras para aumentar o controle sobre a venda de produtos irregulares em plataformas de comércio eletrônico, atendendo a compromissos comerciais internacionais. Além disso, o Brasil promulgou em agosto de 2026 o Acordo sobre Comércio Eletrônico do Mercosul (Decreto nº 13.104), que estabelece normas para reduzir barreiras e dar maior segurança jurídica às transações digitais entre os países do bloco.

A digital padlock icon over a shopping cart on a computer screen, representing online fraud prevention and secure e-commerce.

O que pode acontecer daqui para frente? A expectativa é de que o Banco Central, sob a liderança do presidente Gabriel Galípolo, continue a preparar novas medidas para lidar com o avanço do crédito de maior risco, buscando uma maior qualidade no acesso a produtos financeiros e evitando o superendividamento. A tramitação dos projetos de lei no Congresso, bem como a atuação contínua de órgãos como a Senacon e os Procons, será fundamental para fortalecer o Código de Defesa do Consumidor e adaptar a legislação às novas realidades do mercado. O cenário exige vigilância constante e ações coordenadas para que a balança das relações de consumo penda a favor do cidadão. Continue acompanhando o TrickNet News 24/7 para todas as atualizações sobre os direitos que impactam seu dia a dia.

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ℹ️ Esta matéria foi produzida com o auxílio de inteligência artificial, com busca de informações em tempo real, sob curadoria editorial do TrickNet News 24/7.

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