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EBC capacita jornalistas para cobertura responsável de feminicídios

Iniciativa 'Comunicar para Proteger' da Empresa Brasil de Comunicação visa aprimorar a abordagem jornalística sobre a violência de gênero, com foco na dignidade das vítimas e na prevenção.

EBC capacita jornalistas para cobertura responsável de feminicídios

Em um movimento estratégico para aprimorar a qualidade e a responsabilidade da imprensa na abordagem de temas sensíveis, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) realizou uma capacitação inovadora para seus profissionais. A iniciativa, batizada de “Comunicar para Proteger”, focou na cobertura jornalística de casos de feminicídio, buscando ir além do relato factual do crime para promover uma compreensão mais profunda e combater a violência de gênero de forma eficaz.

A capacitação ocorreu nesta segunda-feira, 24 de agosto de 2026, reunindo empregados da EBC para discutir as melhores práticas e diretrizes para uma cobertura responsável. A atividade teve como eixo central a apresentação do “Guia de Comunicação de Feminicídios no Distrito Federal”, um material crucial que orienta os profissionais sobre como tratar o tema com a sensibilidade e a precisão necessárias, evitando a revitimização das vítimas e seus familiares.

A diverse group of journalists and media professionals attending a workshop, listening attentively to a speaker at the front of the room, with a presentation slide on a screen showing themes related to responsible journalism and human rights.

Conduzida por figuras de destaque na área jurídica e de segurança pública, como a juíza do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), Fabriziane Zapata, e o delegado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Marcelo Zago Gomes Ferreira, a formação abordou um leque de boas práticas. O objetivo primordial foi assegurar que a cobertura preserve a dignidade das mulheres vítimas, evite a glamorização da violência e contribua ativamente para a conscientização e prevenção de novos casos de feminicídio.

A diretora-presidente da EBC, Antonia Pellegrino, enfatizou a importância do treinamento. “Promover essa formação é reafirmar o compromisso da EBC com uma comunicação pública responsável, comprometida com os direitos humanos e com a igualdade de gênero”, declarou Pellegrino. Ela destacou que a cobertura jornalística de feminicídios deve transcender a mera descrição do crime, buscando contextualizar a violência de gênero como um problema social complexo que exige enfrentamento contínuo. A proposta é que o jornalismo ajude a sociedade a compreender as causas e os contextos da violência contra as mulheres, fortalecendo a conscientização e a prevenção. A diretora de jornalismo da EBC, Myrian Pereira, acrescentou que a EBC tem uma tradição de pioneirismo na cobertura de temas socialmente relevantes que muitas vezes não encontram o devido espaço na mídia tradicional, reafirmando o papel da comunicação pública na promoção de debates essenciais para a sociedade brasileira. Essa iniciativa é um passo fundamental para qualificar o debate público e garantir que a imprensa atue como um agente de transformação social, e não como um mero reprodutor de tragédias. A forma como um feminicídio é noticiado pode reforçar estereótipos ou, ao contrário, ajudar a desmistificar a violência e a encorajar a busca por apoio e justiça.

A symbolic image of a pen writing on a notebook, with words like 'Justiça', 'Dignidade', 'Prevenção' (Justice, Dignity, Prevention) subtly integrated into the background, representing the power of responsible reporting.

A relevância do “Guia de Comunicação de Feminicídios no Distrito Federal” é ainda maior ao se considerar que ele foi lançado em 24 de junho de 2026, com a participação do TJDFT, e visa oferecer orientações práticas para as redações. Entre as diretrizes apresentadas, estão o uso correto do termo “feminicídio” em detrimento de expressões como “crime passional”, a priorização da voz ativa para focar no agressor, jamais atribuir culpa à vítima e destacar a escalada da violência prévia, apurando os fatos com rigor. A capacitação da EBC, portanto, não apenas dissemina essas diretrizes, mas as incorpora à prática diária de seus jornalistas.

Ao investir na qualificação de seus profissionais para cobrir o feminicídio de forma mais ética e impactante, a EBC reforça a responsabilidade da imprensa na construção de uma sociedade mais justa e informada. A expectativa é que essa abordagem consciente contribua significativamente para a redução dos índices de violência contra a mulher e para o empoderamento feminino. Que outras instituições sigam o exemplo.

Como você avalia o papel da mídia na conscientização e combate à violência de gênero? Continue acompanhando as notícias e análises sobre temas importantes no TrickNet News 24/7.

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ℹ️ Esta matéria foi produzida com o auxílio de inteligência artificial, com busca de informações em tempo real, sob curadoria editorial do TrickNet News 24/7.

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