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Crise de Fome Global Atinge Nível Alarmante com África como Novo Epicentro

Relatório da ONU revela que 645 milhões de pessoas enfrentam subalimentação, com o continente africano concentrando quase metade dos afetados, superando a Ásia pela primeira vez.

Crise de Fome Global Atinge Nível Alarmante com África como Novo Epicentro

A fome global permanece em níveis persistentemente elevados, e pela primeira vez na história moderna, a África emergiu como o epicentro mundial da subalimentação crônica. O relatório anual “O estado da segurança alimentar e da nutrição no mundo” (SOFI 2026), divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) em julho de 2026, revelou que cerca de 645 milhões de pessoas sofreram de fome em 2025.

Os dados são alarmantes: dos 645 milhões de indivíduos afetados, quase metade, ou 309 milhões, encontravam-se no continente africano. Este número supera os 292 milhões registrados na Ásia e os 32 milhões na América Latina e Caribe. Em termos percentuais, 7,8% da população mundial sofreu de fome em 2025, mas em África, a taxa de subalimentação atinge 20% da população, um aumento de 81% desde 2010.

Apesar de uma ligeira melhora em relação ao pico de 688 milhões de pessoas afetadas em 2022, no rescaldo da crise econômica pós-COVID-19, os níveis atuais ainda não retornaram aos patamares pré-pandemia, quando aproximadamente 600 milhões passavam fome em 2015. Enquanto a Ásia e a América Latina e Caribe registraram progressos na redução da fome, com a América Latina atingindo 4,8% de sua população subalimentada, a situação em África continua a se agravar.

An aerial view of a dry, cracked agricultural field in an African landscape, symbolizing the devastating impact of climate change and drought on food production.

Especialistas do IPES-Food alertam que a fome global permanece obstinadamente alta e que uma nova crise de preços dos alimentos pode estar se formando em 2026. Fatores como conflitos regionais, tensões comerciais, interrupções no fornecimento de fertilizantes e choques climáticos são apontados como impulsionadores dessa instabilidade. A dependência de mercados globais voláteis torna essencial a construção de sistemas alimentares mais resilientes e autossuficientes para mitigar futuros impactos.

A diretora-geral adjunta da FAO, Maria Helena Semedo, durante a apresentação do relatório, afirmou que, embora os números demonstrem ser possível reverter a trajetória ascendente da fome observada nos anos mais agudos da pandemia, o ritmo atual de redução é insuficiente para cumprir as metas de Desenvolvimento Sustentável da ONU para 2030, que visam eliminar a fome. A ONU prevê que entre 510 e 520 milhões de pessoas ainda estarão subalimentadas em 2030, com mais da metade concentrada em África.

A group of people, including women and children, receiving bags of food aid in a temporary camp, illustrating ongoing humanitarian efforts to alleviate hunger.

A comunidade internacional enfrenta um desafio monumental para reverter essa tendência, especialmente em regiões como a África, onde conflitos, extremos climáticos, aumento dos custos de energia e fertilizantes, e infraestrutura agrícola fraca aprofundam a insegurança alimentar. O TrickNet News 24/7 continuará acompanhando de perto os desdobramentos desta crise humanitária e os esforços globais para combatê-la.

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ℹ️ Esta matéria foi produzida com o auxílio de inteligência artificial, com busca de informações em tempo real, sob curadoria editorial do TrickNet News 24/7.

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