Copom Decide Selic; Investimento Estrangeiro e Comércio Exterior Impulsionam Economia
Decisão sobre juros se aproxima enquanto Brasil atrai capital produtivo e registra superávit comercial robusto.
O cenário econômico brasileiro está em efervescência nesta semana, com o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central iniciando sua quinta reunião de 2026 nesta terça-feira, 4 de agosto, para definir a nova Taxa Selic. A expectativa do mercado financeiro é de um novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, que atualmente está em 14,25% ao ano. A decisão, aguardada para quarta-feira, 5 de agosto, pode levar a Selic para 14% ao ano.
A aposta em uma redução dos juros é reforçada pela desaceleração da inflação, com o IPCA registrando 0,16% em junho, após 0,58% em maio, e o IPCA-15 em 0,06% em julho, ante 0,41% no período anterior. O Boletim Focus, divulgado nesta semana, mostrou que a projeção do mercado para a Selic ao final de 2026 foi revisada para baixo, de 14% para 13,75% ao ano, a primeira redução desde março.
Paralelamente, o Brasil demonstra resiliência na atração de capital produtivo. O investimento estrangeiro direto (IED) no país alcançou US$ 46,986 bilhões no primeiro semestre de 2026, representando um aumento de 33% em comparação com o mesmo período do ano passado. O Banco Central elevou sua projeção para o IED em 2026, passando de US$ 70 bilhões para US$ 75 bilhões. Em 2025, o Brasil já havia se consolidado entre os cinco maiores destinos de investimento estrangeiro do mundo, com fluxos de IED de US$ 77 bilhões.

A balança comercial brasileira também apresenta resultados positivos, registrando um superávit de US$ 6,54 bilhões até a quarta semana de julho de 2026, um crescimento de 19,4% em relação a julho de 2025. As exportações cresceram 9,7%, somando US$ 27,59 bilhões, enquanto as importações avançaram 7%, totalizando US$ 21,05 bilhões. No acumulado de janeiro até a quarta semana de julho de 2026, o superávit comercial atingiu US$ 48,90 bilhões, uma alta de 36,2% frente ao mesmo intervalo de 2025.
O governo federal tem atuado com medidas para impulsionar a economia. Uma Medida Provisória (MP) publicada em 1º de agosto de 2026 visa ampliar o crédito e estimular a renegociação de dívidas, autorizando aportes de até R$ 2,75 bilhões em fundos garantidores e combinando recursos públicos e privados no programa Desenrola Adimplentes. Outra MP, a 1.379/26, divulgada em 3 de agosto, destina R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito subsidiadas para exportadores e setores estratégicos afetados por tarifas dos Estados Unidos e conflitos internacionais. O Ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem reiterado o compromisso com a agenda econômica.

No âmbito da Reforma Tributária, a partir de 3 de agosto de 2026, empresas do regime regular devem preencher obrigatoriamente os campos relativos ao IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e à CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) nos documentos fiscais eletrônicos. Embora 2026 seja um período de transição com caráter meramente informativo para a apuração desses tributos, a ausência de preenchimento pode resultar na rejeição das notas fiscais. O Comitê Gestor do IBS (CGIBS), presidido por Flávio César Mendes de Oliveira, reuniu-se com o Ministro Dario Durigan em Mato Grosso do Sul para discutir os avanços e a estrutura de implementação.

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