Ondas de calor na Europa afetam economia, enquanto delegação dos EUA visita China e Israel avança em assentamentos.
A Europa enfrenta um agravamento da crise energética e sérias perdas econômicas, impulsionadas por uma onda de calor extremo que assola o continente em julho de 2026. O fenômeno climático tem perturbado os setores de energia e transporte, elevando pressões inflacionárias e ameaçando o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da União Europeia.
As altas temperaturas e a seca resultante impactaram criticamente a navegação fluvial, como no Rio Reno, uma artéria vital para a carga, onde os custos de transporte de diesel já subiram mais de 50% em apenas uma semana. Além disso, reatores nucleares franceses foram forçados a reduzir sua produção de eletricidade devido às limitações de resfriamento impostas pelas elevadas temperaturas dos rios. A Alemanha, por exemplo, projeta perdas de mais de € 6 bilhões (cerca de R$ 35,19 bilhões) e uma retração de 1,5% na produção industrial.
Em outro front, as relações entre Estados Unidos e China mostram sinais de complexidade e tentativa de estabilização. Uma delegação do Congresso dos EUA realizou sua primeira missão de investigação à China desde 2019, buscando compreender o impacto da interação econômica e tecnológica na segurança nacional. O presidente da Comissão de Revisão Econômica e de Segurança EUA-China, Randall Schriver, afirmou que o objetivo é obter informações diretas sobre a evolução da relação bilateral.
Ainda no âmbito da diplomacia sino-americana, os EUA decidiram não renovar uma ordem executiva que revogava o estatuto comercial especial de Hong Kong, uma medida que havia sido imposta em 2020. A decisão foi saudada pela China como um passo importante na implementação do consenso alcançado em encontros recentes, indicando um esforço para estabilizar o diálogo entre as duas potências.
No Oriente Médio, as tensões persistem com novas ações de Israel. O país anunciou planos para novos assentamentos considerados ilegais na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. O Ministro da Defesa israelense, Israel Katz, e o Ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, emitiram declarações sobre a expansão. As Forças de Defesa de Israel também declararam deter o controle de aproximadamente 65% do território de Gaza, um percentual superior ao previsto em acordos de cessar-fogo anteriores.

Apesar de tréguas pontuais, ataques aéreos e bombardeios israelenses continuam a ser registrados quase que diariamente em Gaza, visando o que Israel classifica como alvos militantes, mas resultando em vítimas civis. Mahmud Basal, porta-voz da agência de socorro em Gaza, confirmou que um projétil atingiu enlutados que acompanhavam um funeral.
Paralelamente, a Organização das Nações Unidas (ONU) alertou para o custo humano “devastador” da violência na região do Sahel e na África Ocidental. Leonardo Santos Simão, chefe do Escritório da ONU para África Ocidental e Sahel (UNOWAS), reportou ao Conselho de Segurança da ONU, em 14 de julho, ataques terroristas, raptos e um elevado número de vítimas civis e deslocados internos, com cerca de 6,8 milhões de pessoas deslocadas internamente e 1,28 milhão de refugiados até o final de fevereiro. Moçambique, em particular, continua a ser o único país da África Austral com necessidades humanitárias geradas por conflitos, especialmente em Cabo Delgado.

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