Julho de 2026 marca o início de novas fases para a reforma tributária, aprovação de medida de proteção econômica e o aquecimento da corrida presidencial.
O cenário político brasileiro de julho de 2026 se mostra aquecido, com o Congresso Nacional em plena atividade em torno de pautas cruciais que impactam diretamente a economia e a sociedade. A implementação da Reforma Tributária, a aprovação de uma medida provisória para proteger a economia e os debates sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 dominam as discussões, enquanto a corrida presidencial de 2026 começa a ganhar contornos mais definidos.
Um dos destaques é a progressão da Reforma Tributária, que entra em uma nova fase de implementação. A partir de 1º de agosto de 2026, as obrigações acessórias sobre o consumo no Brasil começam a vigorar, exigindo adequação de sistemas e padronização de informações fiscais, com previsão de penalidades em caso de descumprimento. Este é um passo fundamental na transição para o novo modelo baseado na Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e no Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que terá implementação gradual até 2033. Desde janeiro de 2026, uma alíquota de teste de 1% já está sendo cobrada sobre a movimentação de bens e serviços, dividida entre 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS.

No âmbito da proteção econômica, o Senado Federal aprovou em 8 de julho de 2026 a Medida Provisória (MPV 1309/2025) que institui o Plano Brasil Soberano. A medida visa blindar a economia brasileira contra “tarifaços” e barreiras sanitárias impostas por potências estrangeiras, como a elevação de tarifas pelos Estados Unidos e a proibição da carne bovina brasileira pela União Europeia sob alegação de uso de antibióticos. O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), que solicitou a inclusão da votação na pauta, celebrou a aprovação, enfatizando a importância de o governo buscar soluções e socorrer as empresas brasileiras diante da instabilidade internacional.
Outra medida provisória de grande relevância, a MPV 1344/2026, está em análise no Senado e destina um crédito extraordinário de R$ 10 bilhões do Orçamento de 2026 para subsidiar o preço do óleo diesel rodoviário. Aprovada sem alterações pela Câmara dos Deputados em 8 de julho, a matéria busca mitigar os efeitos da volatilidade dos preços do petróleo, impactados por conflitos geopolíticos. A validade da MPV se estende até 16 de julho para deliberação do Senado.
As discussões em torno da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 também ganham destaque, refletindo as tensões políticas e a influência das eleições vindouras. A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou a LDO 2027 em segundo turno em 30 de junho de 2026, com a oposição, como o deputado Gabriel Magno (PT), criticando a proposta como um “ajuste fiscal contra a população” devido a cortes em serviços públicos. O debate sobre o orçamento tem sido visto como uma prévia dos temas que permearão a campanha eleitoral de 2026.
Por fim, o cenário eleitoral de 2026 começa a se desenhar. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve iniciar oficialmente sua campanha à reeleição em São Bernardo do Campo (SP) neste domingo, 12 de julho de 2026, cidade que marca o início de sua trajetória política. A convenção nacional do PT, que oficializará as candidaturas, foi transferida para São Paulo e ocorrerá em 2 de agosto. Além disso, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), surge como pré-candidato à presidência, com sua família tendo uma longa e influente história na política brasileira.

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