Dados da OMS e Unicef revelam sucesso na imunização, enquanto Senado avança em protocolo para urgências cardiovasculares.
O cenário da saúde brasileira registra importantes avanços em julho de 2026, com destaque para a significativa redução no número de crianças não vacinadas e a aprovação, no Senado Federal, de um protocolo essencial para o atendimento de infartos no Sistema Único de Saúde (SUS). As notícias reforçam o compromisso com a saúde pública e a melhoria contínua dos serviços oferecidos à população.
Em um relatório divulgado nesta terça-feira, 14 de julho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) destacaram o progresso do Brasil na imunização infantil. O país conseguiu reduzir em aproximadamente 90% o número de crianças que não receberam a primeira dose da vacina pentavalente, caindo de 360 mil para cerca de 50 mil. Essa performance coloca o Brasil em posição de destaque na Região das Américas, superando o desempenho de diversas nações que registraram queda na cobertura vacinal entre 2024 e 2025.

A Organização Mundial da Saúde e o Unicef ressaltam que o fortalecimento dos programas nacionais de imunização, dos sistemas de informação e das estratégias de ampliação do acesso às vacinas é fundamental para prevenir surtos de doenças imunopreveníveis e garantir a proteção da população infantil.
Paralelamente, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal aprovou nesta quarta-feira, 15 de julho, o Projeto de Lei (PL) 5.972/2023, de autoria do deputado Rafael Simoes (União-MG), que visa reforçar a implementação de protocolos para o atendimento de urgências cardiovasculares, como o infarto agudo do miocárdio, no SUS. O projeto, que agora segue para análise do Plenário, inclui a previsão do uso de medicamentos trombolíticos em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que leu o relatório da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), enfatizou a importância da medida. Segundo a senadora, “as doenças cardiovasculares seguem como uma das principais causas de morte no Brasil e no mundo. No infarto agudo do miocárdio, a rapidez no reconhecimento do quadro clínico e na instituição do tratamento adequado é fator decisivo para a sobrevida”. A previsão em lei, argumentou Damares Alves, dará maior estabilidade e força às normas já existentes do Ministério da Saúde sobre o tema.
Esses avanços, tanto na prevenção de doenças por meio da vacinação quanto na melhoria do atendimento a condições críticas como o infarto, demonstram a resiliência e a capacidade de aprimoramento do sistema de saúde brasileiro, impactando positivamente a vida de milhões de cidadãos.

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